OUÇA: Capinzal identifica larvas do Aedes aegypti e aguarda resultado de caso suspeito de dengue
- Jardel Martinazzo
- 23/02/2026 09:19

O setor de combate a endemias da Secretaria da Saúde de Capinzal identificou larvas do mosquito Aedes aegypti durante o Levantamento Rápido de Índice para o inseto (LIRAa), realizado no fim de janeiro e início de fevereiro no município. Apesar do registro, o índice de risco para transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya segue classificado como baixo.
De acordo com a agente de endemias Lediane Toscan, o levantamento é uma ação preconizada pelo Ministério da Saúde e tem como objetivo mapear áreas de risco e direcionar as estratégias de combate ao mosquito. Em Capinzal, 27 quarteirões foram sorteados para a pesquisa, totalizando 264 imóveis vistoriados.
Durante as visitas, foram encontradas algumas larvas, que passaram por análise e foram confirmadas como sendo do Aedes aegypti. Diante disso, a Secretaria da Saúde reforça o alerta à população para a adoção de cuidados básicos, principalmente a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água parada.
A agente chama a atenção para objetos pequenos e muitas vezes ignorados, como tampinhas, garrafas deixadas com a boca para cima e até cascas de ovos em hortas, que podem se tornar potenciais criadouros do mosquito. Segundo ela, apesar do índice baixo, a situação exige atenção constante e não permite relaxamento nas ações de prevenção.
Lediane destaca ainda que o resultado positivo é fruto da soma de esforços entre o poder público e a comunidade. Em 2024, o município registrou 981 notificações de casos suspeitos de dengue e 430 positivos. Em 2025, esse número caiu para 335 suspeitos e 67 positivos. Já em 2026, até o momento, foram registradas 11 notificações, das quais 10 já foram descartadas e apenas uma segue como suspeita, aguardando resultado de exame.
A Secretaria da Saúde reforça que as equipes seguem com ações de fiscalização e orientação e lembra que o combate ao mosquito é uma responsabilidade coletiva. “Se o risco é para todos, o combate também precisa ser feito por todos”, reforça a agente.



