OUÇA: Conselho Tutelar alerta para aumento de casos de abuso e exploração sexual de menores em Capinzal; município já registra 10 denúncias em 2026
- Jardel Martinazzo
- 20/05/2026 09:48

Por trás de muitos casos de abuso e exploração sexual infantil, o silêncio ainda é um dos maiores desafios enfrentados pelas autoridades e órgãos de proteção. Em Capinzal, os números acendem um alerta e reforçam a necessidade de conscientização da comunidade sobre a importância da denúncia e da proteção às crianças e adolescentes.
Um dos órgãos que desempenha papel fundamental nesse trabalho é o Conselho Tutelar. Em entrevista à Capinzal FM, as conselheiras tutelares Vera Gonçalves e Sandra Fachin chamaram a atenção para o aumento das denúncias registradas no município. Somente neste ano, já foram contabilizados 10 casos de possíveis abusos envolvendo crianças e adolescentes entre 4 e 14 anos.
Segundo Vera, o Conselho Tutelar é a principal porta de entrada para esse tipo de ocorrência e os casos têm preocupado pela gravidade e pela idade das vítimas. Ela destacou que muitas situações chegam ao conhecimento das autoridades anos depois dos abusos terem começado, o que acaba trazendo ainda mais prejuízos emocionais às vítimas.
As conselheiras reforçam que qualquer pessoa pode denunciar de forma anônima, seja pelo Disque 100, pelo telefone do Conselho Tutelar ou pelo plantão 24 horas. Conforme Sandra, a participação da comunidade é fundamental para que os casos sejam identificados e investigados.
Ela explica que, após o recebimento da denúncia, o Conselho Tutelar toma medidas imediatas para garantir a proteção da criança ou adolescente, incluindo o afastamento do agressor, registro de boletim de ocorrência e encaminhamento para atendimento psicológico e social.
Durante a entrevista, as conselheiras também lembraram da campanha “Faça Bonito”, realizada nacionalmente no mês de maio, que tem como objetivo conscientizar a população sobre o combate ao abuso e à exploração sexual infantil.
A data de 18 de maio faz referência ao caso da menina Araceli, de apenas oito anos, que foi sequestrada, violentada e assassinada no Espírito Santo, crime que se tornou símbolo da luta pelos direitos das crianças e adolescentes no Brasil.
As conselheiras reforçam que denunciar é um compromisso de toda a sociedade e pode ser decisivo para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas.



