Polícia

VÍDEO: Delegado prevê conclusão de inquérito sobre feminicídio em Ipira em até 15 dias; suspeito teve prisão preventiva decretada

  • Jardel Martinazzo
  • 04/11/2026 08:36
7305029636aeb18cdf021d1.44701952.jpg

A Polícia Civil de Santa Catarina está na fase final das investigações sobre o feminicídio de Daiana Gisele Müller, de 38 anos, ocorrido no dia 20 de outubro, na comunidade de Linha Capelinha, interior de Ipira, no Meio-Oeste catarinense. A vítima foi encontrada morta dentro de um rio.

Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (4) ao Jornal 102, o delegado Vinícius Ferraz detalhou o andamento do inquérito, os procedimentos adotados pela vítima antes do crime e as próximas etapas da investigação. Segundo ele, a expectativa é concluir e encaminhar o procedimento à Justiça em até 15 dias.

Durante a entrevista, Ferraz destacou que Daiana havia procurado os órgãos competentes e utilizado os mecanismos legais disponíveis para tentar garantir sua segurança. No dia 8 de outubro, ela registrou um boletim de ocorrência, relatou ameaças e solicitou uma medida protetiva de urgência.

Conforme o delegado, a medida foi concedida rapidamente, dentro do prazo legal, e o suspeito foi devidamente comunicado da decisão judicial. Mesmo assim, dias depois, a determinação foi descumprida e o crime aconteceu.

O investigado, Lorinei Morais, de 38 anos, apresentou-se espontaneamente às autoridades. De acordo com Ferraz, essa circunstância dispensou a necessidade de diligências para localizá-lo e contribuiu para o andamento dos procedimentos policiais. Ainda assim, a Polícia Civil mantém o rigor técnico na apuração, reunindo os elementos necessários para esclarecer todas as circunstâncias do feminicídio e consolidar as provas de autoria.

O delegado explicou que, embora exista um prazo inicial para a conclusão do inquérito em situações envolvendo investigado preso, foi solicitada uma prorrogação para permitir o encerramento adequado das diligências.


Justiça decreta prisão preventiva

Paralelamente ao andamento das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva de Lorival Mendes, após representação do Ministério Público. A medida busca garantir a manutenção da custódia do investigado durante o andamento do processo.

A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito policial para avaliar os elementos reunidos e formalizar a denúncia à Justiça.

A intenção do Ministério Público é que o acusado responda pelo crime perante o Tribunal do Júri.

Daiana e Lorival mantiveram um relacionamento por aproximadamente 16 anos e tinham dois filhos. O caso causou grande repercussão na região, especialmente diante das informações de que a vítima havia procurado proteção judicial poucos dias antes de ser assassinada


Enquete