VÍDEO: Polícia Civil de Capinzal prende mulher em Cunha Porã durante operação contra crimes cibernéticos
- Jardel Martinazzo
- 14/10/2026 08:37

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta quarta-feira (14), um mandado de prisão temporária e outro de busca e apreensão domiciliar contra uma mulher de 25 anos, no município de Cunha Porã, no Oeste catarinense.
A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia da Comarca de Capinzal, em apoio à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela investigação. Segundo o delegado da comarca de Capinzal, Vinícius Ferraz, a operação também contou com o apoio da Coordenação de Recursos Especiais (Core) para o cumprimento dos mandados em solo catarinense.
A diligência faz parte da Operação Reboot, que apura possíveis crimes de fraude eletrônica (estelionato virtual), associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande (MS).
Investigação integrada e modus operandi
Conforme explicou o delegado Vinícius Ferraz, embora os investigados utilizassem Santa Catarina para lavar o dinheiro e operar os esquemas, há registros de crimes cometidos também no Mato Grosso do Sul, domicílio de algumas das vítimas.
Os delitos investigados fazem parte do que a polícia classifica como uma "epidemia nacional": crimes que envolvem o engodo e o convencimento de pessoas para a obtenção de recursos financeiros. Posteriormente, o dinheiro é movimentado para que adquira uma aparência lícita por meio de lavagem de capitais.
Apreensões e desdobramentos
Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam um aparelho celular, que foi encaminhado para perícia e análise do armazenamento. O material poderá contribuir de forma significativa para o avanço das investigações e a identificação de novos envolvidos.
Após ser interrogada pela polícia, a mulher de 25 anos — apontada preliminarmente como proprietária de empresas utilizadas para a lavagem de capitais — permaneceu à disposição da Justiça. A prisão temporária foi decretada pelo prazo inicial de cinco dias e ela foi encaminhada ao presídio de Maravilha.
A identidade da investigada não foi divulgada, em respeito ao princípio da presunção de inocência e para preservar o andamento das diligências policiais. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento em Mato Grosso do Sul e novas prisões não estão descartadas, mantendo o apoio mútuo e constante entre as forças de segurança dos dois estados.
Alerta e orientações de segurança
Para evitar cair em golpes eletrônicos e fraudes virtuais, a Polícia Civil reforça orientações importantes à população:
Evite o "negócio fácil": Promessas de dinheiro fácil, ganhos milagrosos ou oportunidades financeiras sem esforço são os principais indícios de fraude.
Cuidado com falsos perfis: Criminosos costumam se passar por familiares, servidores públicos, advogados ou instituições bancárias por meio de ligações, mensagens ou chamadas de vídeo (muitas vezes utilizando recursos para capturar a imagem da vítima).
Certifique-se da identidade: Nunca realize transações ou repasse valores sem antes confirmar com total segurança com quem você está negociando.
Adote a cautela: Por se tratar de crimes
complexos de investigação difícil — onde os autores frequentemente utilizam
laranjas e interpostas pessoas —, a prevenção e a desconfiança em plataformas
online continuam sendo as melhores defesas para o cidadão.





