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Prefeitura de Capinzal instaura processo administrativo e afasta servidor preso em operação da Polícia Federal

  • Alexson Luiz Mattos
  • 01/04/2026 10:34
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Horas após a repercussão da operação da Polícia Federal que resultou na prisão de um farmacêutico da farmácia pública de Capinzal, investigado por envolvimento em um esquema de tráfico internacional de medicamentos, a Administração Municipal adotou medidas oficiais no âmbito interno.

Por meio da Portaria nº 368, de 31 de março de 2026, o prefeito Aguinaldo Pedro Paggi determinou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis irregularidades envolvendo o servidor identificado pelas iniciais J.G.C.D.

A decisão foi tomada com base em um memorando encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde, que solicitou formalmente a abertura da investigação administrativa após os fatos virem à tona com a ação policial.

Como medida cautelar, o servidor foi afastado preventivamente de suas funções, sem prejuízo da remuneração, até a conclusão do processo. Segundo a portaria, o objetivo é garantir a adequada apuração dos fatos, preservar o interesse público e manter a regularidade dos serviços prestados à população.

Uma comissão composta por três servidores efetivos e estáveis foi designada para conduzir os trabalhos de investigação. O prazo inicial para conclusão é de 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período, caso necessário.

O documento também estabelece que o processo tramitará sob sigilo, com acesso restrito aos membros da comissão, à assessoria jurídica, às autoridades competentes e ao próprio servidor investigado, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Além disso, fica proibida a divulgação de informações relacionadas ao caso durante a apuração, sob pena de responsabilização administrativa, civil e penal.

A instauração do processo ocorre após a operação da Polícia Federal que prendeu o farmacêutico em flagrante. Conforme apurado, a investigação aponta para um possível esquema de tráfico internacional de medicamentos controlados, o que gerou forte repercussão no município.

Paralelamente à investigação criminal, conduzida pelas autoridades federais, o município agora apura eventuais responsabilidades administrativas do servidor no exercício da função pública.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o servidor poderá sofrer penalidades previstas no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, que vão desde sanções administrativas até a demissão, sem prejuízo das medidas judiciais cabíveis.

 

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