Polícia

Vítima relata trauma após violência e Justiça determina prisão de condenado em caso ocorrido em Zortéa

  • Alexson Luiz Mattos
  • 19/03/2026 17:56
121951501669bc63dd6ecea6.43092071.jpg

Um caso ocorrido em 2022, no município de Zortéa, voltou a ter desdobramentos com a prisão de um homem condenado pela Justiça. Ele foi detido na sexta-feira (13) e encaminhado ao Presídio Regional de Campos Novos após ser sentenciado a mais de quatro anos de reclusão por crimes de distribuição de material pornográfico envolvendo criança ou adolescente e importunação sexual.

De acordo com as informações, inicialmente, o acusado havia sido absolvido de um dos delitos pela Justiça em primeira instância. No entanto, após recurso em instância superior, a decisão foi reformada, resultando na condenação pelos dois crimes, com pena fixada em 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. O juiz Leandro Ernani Freitag negou o pedido de prisão domiciliar e determinou o cumprimento da pena. O homem se apresentou à unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Relato da vítima: A vítima, um adolescente que na época dos fatos tinha 15 anos e hoje com 19, relatou que o caso teve início após ser convidado por um homem conhecido da comunidade para auxiliar em uma atividade em uma área de mata, no interior de Zortéa. Em determinado momento, o adolescente teria sido direcionado a um local isolado, onde, segundo o relato, foi surpreendido e sofreu violência.

Após o ocorrido, o jovem conseguiu fugir pela mata. Durante a fuga, enfrentou dificuldades, passou por área alagada, sofreu quedas e teve ferimentos leves. Desorientado, conseguiu chegar até uma estrada do interior, onde recebeu ajuda. A partir disso, a polícia e o Conselho Tutelar foram acionados, e ele foi encaminhado para atendimento médico em Campos Novos, onde exames confirmaram a violência.

O jovem afirma que buscou ajuda imediatamente após conseguir escapar e relata que, desde então, enfrenta consequências emocionais, como crises de ansiedade, medo e insegurança. Ele também destacou possuir diagnóstico de autismo, condição que, segundo ele, foi impactada pelo episódio. Durante o processo, o jovem contou ter recebido apoio das autoridades envolvidas na investigação, além do suporte da família.

Sobre a condenação, avalia que a decisão representa um avanço, mas não elimina os efeitos do trauma, ressaltando que segue em processo de recuperação. Por fim, deixa um recado para outras vítimas: que procurem ajuda, denunciem e não permaneçam em silêncio diante de situações de violência.

Enquete