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Ex-colunista do Jornal A Semana de Capinzal conquista 3º lugar no Prêmio Sebrae de Jornalismo

  • Jardel Martinazzo
  • 16/09/2026 10:20
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A estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ex-colunista do Jornal A Semana, de Capinzal, Camila Soares Borges, conquistou nesta terça-feira (15), o 3º lugar na etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo. O reconhecimento foi obtido com uma reportagem que apresenta o trabalho do Projeto Repescar, iniciativa que une preservação ambiental, empreendedorismo sustentável e valorização da cultura local em Florianópolis.

Camila, que também mantém laços familiares com o interior de Campos Novos onde residem seus pais, celebrou a conquista e destacou a importância de dar visibilidade a iniciativas que geram impacto social e ambiental.

“Fui agraciada com o terceiro lugar no Prêmio Sebrae de Jornalismo, um reconhecimento muito importante que me deixou muito feliz. Fico feliz também por poder dar mais visibilidade a um projeto que une a preservação da natureza à manutenção dos conhecimentos tradicionais e da cultura de Florianópolis”, afirmou.

A premiação representa mais um passo na trajetória da jovem, que iniciou sua relação com a comunicação ainda em Capinzal, onde colaborou com o Jornal A Semana. Atualmente, na graduação em Jornalismo pela UFSC, Camila vem desenvolvendo trabalhos voltados a temas sociais, ambientais e de interesse público.

Reportagem aborda os impactos da “pesca fantasma”

A reportagem premiada apresenta os impactos provocados pela chamada pesca fantasma, fenômeno causado pela perda ou descarte de redes e outros equipamentos de pesca no oceano. Esses materiais permanecem no ambiente marinho e podem capturar, ferir e matar animais mesmo quando não estão mais sendo utilizados.

Segundo dados apresentados na reportagem, cerca de 580 quilos de redes de pesca são perdidos diariamente na costa brasileira, aumentando os riscos para a fauna marinha e contribuindo para a presença de resíduos plásticos nos oceanos.

É nesse cenário que surge o Projeto Repescar, criado em Florianópolis em 2021. A iniciativa recolhe redes abandonadas no mar e transforma parte desse material em novos produtos, como bolsas e esponjas.

Desde o início do projeto, mais de 60 bolsas e 100 esponjas foram produzidas. Os recursos obtidos com a comercialização dos produtos são reinvestidos na própria iniciativa.

Preservação ambiental e valorização cultural

Além de retirar resíduos do oceano, o Repescar busca valorizar conhecimentos e tradições locais. A produção envolve pescadores, redeiros, rendeiras de bilro e crocheteiras, aproximando a preservação ambiental da cultura tradicional de Florianópolis.

O projeto também desenvolve ações de educação ambiental em escolas, buscando conscientizar crianças e jovens sobre os impactos do lixo nos oceanos e a importância da preservação do ambiente marinho.

Desafios para retirar as redes do mar

A reportagem também mostra que combater a pesca fantasma não é uma tarefa simples. A localização e retirada das redes exigem equipamentos específicos, embarcações, mergulhadores e planejamento, além de dependerem das condições do mar.

Outro desafio está na própria preparação do material recolhido. As redes precisam ser separadas de cordas, boias, anzóis e outros resíduos antes de serem reaproveitadas.

Para especialistas ouvidos por Camila, iniciativas como o Repescar são importantes, mas o enfrentamento do problema exige também fiscalização, políticas públicas, novas tecnologias e maior conscientização ambiental.

Em Santa Catarina, um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa busca criar medidas para monitorar e reduzir o descarte de redes e outros equipamentos de pesca no litoral.


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