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Capinzal inicia programa PET Levado a Sério com 200 castrações e microchipagens

  • Alexson Luiz Mattos
  • 20/08/2026 09:48
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O município de Capinzal recebe nesta quinta-feira (20) a primeira etapa do programa “PET Levado a Sério”, iniciativa voltada ao controle populacional, à saúde animal e ao bem-estar das famílias. A ação prevê a realização de 200 castrações e microchipagens gratuitas em cães e gatos.

Os atendimentos começaram às 7h, no Centro Multiuso Arlindo Bertola, localizado na Área de Lazer Dr. Arnaldo Favorito. A estrutura foi montada para receber os animais com segurança e oferecer aos tutores orientações sobre os cuidados necessários antes e depois dos procedimentos.

A presidente da ONG Faunamiga, Eliane de Quadros, comemorou a realização do mutirão em Capinzal e destacou a quantidade de animais que poderá ser atendida em apenas um dia.

“A gente vê aqui uma quantidade de animais que daqui a pouco a gente demora o ano todo para castrar, castrados apenas em um dia. São bastantes animais esterilizados, e eu acredito que aqui quase na totalidade fêmeas, 99% são fêmeas. É o que ajuda muito, porque a questão da castração é importante na saúde humanitária das pessoas, na saúde do animal e do tutor, porque fica um animal mais tranquilo e também evita essa procriação em massa. A ONG Faunamiga está muito feliz e contente por essa primeira etapa”, declarou.

A coordenadora da empresa responsável pela execução do projeto, Karine Kiatkoski, explica que o programa conta com uma estrutura móvel de 19 metros de comprimento, equipada com tecnologia para garantir segurança e qualidade durante os atendimentos veterinários.

Ao todo, 32 profissionais integram a equipe, que trabalha em sistema de rodízio. Durante as ações realizadas em cada município, 21 profissionais permanecem diariamente envolvidos diretamente nos atendimentos.

Com mais de 23 anos de experiência em projetos de castração em larga escala, a equipe utiliza protocolos voltados à segurança e ao acolhimento dos animais.

A técnica adotada é minimamente invasiva, com uma incisão de aproximadamente um centímetro, o que contribui para reduzir o trauma e o período de recuperação. Antes do procedimento, cada animal passa por uma avaliação individual para a definição do protocolo anestésico mais adequado, considerando características como raça, peso e porte.

Outro diferencial é a separação entre cães e gatos durante o atendimento, medida que busca reduzir o estresse dos animais durante a espera e os procedimentos.

Cuidados no pós-operatório

Após a cirurgia, os animais permanecem em observação antes de serem liberados aos tutores. Eliane de Quadros reforça que alguns pacientes recebem anestesia inalatória e precisam ser acompanhados até apresentarem condições adequadas para retornar para casa.

“Alguns animais passam pela anestesia inalatória e passam por observação antes de irem para casa. Por ser um mutirão com grande demanda, os animais ficam de 30 a 40 minutos em observação e depois são entregues aos tutores com todas as orientações. O animal pode acordar um pouco agitado ou chorando, o que faz parte do processo anestésico”, explicou.

Segundo ela, os cuidados em casa são fundamentais para uma boa recuperação. Os tutores devem observar os pontos cirúrgicos, manter a região higienizada e impedir que o animal tenha acesso à ferida.

“É fundamental reforçar os cuidados com os pontos e com a higiene, lavando com soro, além de usar a roupinha cirúrgica de 7 a 10 dias para evitar que o animal lamba a ferida”, orientou.

A presidente da Faunamiga também lembra que a roupa cirúrgica pode ser confeccionada em casa, utilizando uma camiseta velha e tesoura, caso o tutor não tenha condições de adquirir o acessório.

Microchipagem amplia identificação dos animais

Além da castração, todos os animais atendidos pelo programa recebem gratuitamente um microchip de identificação.

O dispositivo, semelhante ao tamanho de um grão de arroz, é implantado na região escapular e pode ser identificado por meio de leitores específicos. De acordo com Karine, a tecnologia auxilia na identificação dos animais em situações de fuga ou perda e pode facilitar a localização dos tutores.

Para a tutora Adriana Francisca da Costa, a microchipagem tem um significado especial. Ela levou a cachorrinha Preta para participar do programa. O animal já havia fugido de casa e retornado ferido, precisando posteriormente passar pela retirada de um dos olhos.

Adriana relata que, na ocasião, houve dificuldade para localizar a tutora, já que Preta estava longe de casa. A cachorrinha acabou retornando por conta própria e recebeu o atendimento veterinário necessário.

“Vai ser muito importante. Para mim é muito importante”, afirmou Adriana sobre a microchipagem.

A experiência reforçou, para a família, a importância de contar com um mecanismo que facilite a identificação do animal caso uma nova fuga ou perda aconteça.

Além disso, Adriana considera que o programa contribui para estimular os cuidados responsáveis e ajudar a evitar a reprodução descontrolada e o abandono.

“Esse programa é muito importante para a nossa população, nossa sociedade. Incentiva a gente a estar cuidando também, para evitar certos problemas futuros com os nossos animais”, destacou.

Ao saber que o programa seria realizado em Capinzal, a tutora afirma ter sentido alívio e satisfação pela oportunidade de proporcionar novos cuidados aos animais.

“Foi muito alívio mesmo. Para todos nós que temos nossos animalzinhos, que queremos o bem deles. Foi muito bom mesmo. É gratificante”, declarou.

A primeira etapa do “PET Levado a Sério” reúne, em Capinzal, ações de castração, identificação por microchip e orientação aos tutores, com foco na saúde dos animais, na guarda responsável e na redução da reprodução não planejada.


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