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CAPS promove II Encontro de Mãos Dadas Pela Liberdade no Dia da Luta Antimanicomial em Capinzal

  • Jardel Martinazzo
  • 15/05/2026 06:14
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Será realizada na próxima segunda-feira, dia 18, em Capinzal, uma mobilização alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A programação contará com o “II Encontro de Mãos Dadas Pela Liberdade”, promovido pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), com início às 14h, na Praça Pedro Lélis da Rocha, ao lado da rodoviária.

A ação busca chamar a atenção da comunidade para a importância do cuidado humanizado em saúde mental, do combate ao preconceito e da defesa dos direitos das pessoas com transtornos mentais. A organização convida a população para participar vestindo camiseta branca, simbolizando apoio à causa.

Em entrevista à Capinzal FM, a coordenadora do CAPS de Capinzal, Mariana Viganó, destacou que o dia 18 de maio representa um momento de reflexão sobre a inclusão e o acolhimento das pessoas que enfrentam transtornos mentais.

Segundo ela, a luta antimanicomial surgiu para lembrar que essas pessoas não devem ser excluídas da sociedade, mas sim acolhidas com humanidade, respeito e acesso aos seus direitos.

Mariana relembrou que, durante muitos anos, milhares de pessoas foram internadas em manicômios, locais marcados pelo isolamento, abandono e afastamento da convivência familiar e social.

Ela explicou que, a partir da Reforma Psiquiátrica Brasileira, houve uma transformação na forma de atendimento em saúde mental, priorizando o tratamento humanizado e comunitário.

Conforme a coordenadora, atualmente serviços como o CAPS trabalham com atendimentos biopsicossociais, promovendo autonomia, qualidade de vida e acompanhamento próximo dos pacientes.

“A luta antimanicomial reforça que tratamento não é sinônimo de exclusão. O cuidado em saúde mental deve acontecer com respeito, escuta e acolhimento, sempre valorizando cada pessoa em sua singularidade”, destacou.

Mariana também ressaltou que a data representa um momento importante para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de empatia e combate ao preconceito.

“Mais do que uma data, é um momento para refletirmos sobre o respeito aos pacientes, a defesa dos seus direitos e a importância do acolhimento”, afirmou.

O evento é aberto à comunidade e deve reunir profissionais da saúde, usuários do CAPS, familiares e moradores do município.

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