Colheita de silagem supera 850 hectares e deve ultrapassar mil em Ouro
- Alexson Luiz Mattos
- 06/04/2026 18:17

O município de Ouro segue em ritmo intenso na colheita da silagem, iniciada ainda na metade de dezembro e sem previsão de encerramento. De acordo com o vice-prefeito René Modna, que responde pela Secretaria de Agricultura, o volume de trabalho já é expressivo e deve ultrapassar a marca de mil hectares nos próximos dias.
Até o momento, mais de 850 hectares já foram colhidos. Além disso, há cerca de 200 hectares ainda pendentes, conforme levantamento realizado pela equipe técnica, o que demonstra a alta demanda dos produtores rurais.
Segundo René, o trabalho tem sido desafiador devido à grande procura pelo serviço e também por fatores como condições climáticas, problemas mecânicos e até questões de saúde envolvendo operadores.
“É uma demanda muito grande. A gente sabe da necessidade do agricultor, mas também enfrenta dificuldades operacionais. Tivemos quebra de máquinas e até operador afastado por problemas de saúde. Hoje estamos trabalhando com cinco conjuntos, mas em alguns momentos conseguimos operar com seis”, destacou.
O vice-prefeito também chamou atenção para o fato de que algumas lavouras acabaram passando do ponto ideal de colheita, justamente em função da alta demanda e dos contratempos ao longo do período.
Outro ponto levantado é o crescimento constante da área plantada para silagem no município, impulsionado principalmente pelo custo mais acessível do alimento para o gado e pela recuperação gradual do setor leiteiro.
“A silagem ainda é um dos tratos mais baratos e isso faz com que o produtor amplie sua área. Mesmo com a crise do leite que tivemos, agora já há sinais de melhora no preço, o que anima ainda mais o setor”, afirmou.
Diante desse cenário, a administração municipal estuda alternativas para ampliar a capacidade de atendimento, incluindo a possibilidade de terceirização do serviço e a utilização de máquinas de maior porte.
“Estamos fazendo levantamentos para buscar alternativas, como a terceirização, para dar suporte à demanda. Nosso município tem muitas propriedades e áreas menores, algumas de difícil acesso, o que também dificulta o trabalho”, explicou René.
Mesmo com a renovação recente da frota de máquinas, o secretário ressalta que o uso constante no campo exige manutenção frequente e está sujeito a imprevistos.
A previsão é de que, após a conclusão da safra atual, os trabalhos sigam com a chamada “safrinha”, que deve iniciar entre abril e maio, mantendo a movimentação intensa no setor agrícola do município.


