CPI dos Medicamentos ouve atual secretário de Saúde de Capinzal
- Everton Pasquali
- 21/05/2026 14:24

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos da Câmara de Vereadores de Capinzal realiza na tarde desta quinta-feira (21) a primeira oitiva da investigação que apura possíveis irregularidades na gestão e controle de medicamentos da rede pública municipal.
O depoimento está acontecendo no plenário da Câmara de Vereadores e tem como convocado o atual secretário municipal de Saúde, Rafael Dalavequia. A sessão é pública, com acesso liberado à população e à imprensa, além de transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara no YouTube.
Mais cedo, os membros da CPI se reuniram para alinhar os próximos passos das investigações, incluindo a organização dos questionamentos, cronograma e o rito das oitivas.
Conforme já divulgado, os três últimos secretários municipais de Saúde serão ouvidos nesta etapa da investigação. Após o depoimento do atual secretário, a CPI ouvirá o ex-secretário Alveri da Rosa, no dia 26 de maio, às 8h, e a ex-secretária Kamille Sartori Beal, no dia 29 de maio, também às 8h.
O presidente da CPI, vereador Kaue Oliveira, destacou que as primeiras oitivas serão públicas, seguindo o princípio da transparência.
Segundo a comissão, o objetivo é compreender como ocorria a gestão dos medicamentos no município, identificar possíveis falhas administrativas e propor melhorias para garantir mais segurança, eficiência e transparência no uso dos recursos públicos ligados à saúde.
A CPI foi instaurada por meio das Resoluções de Mesa nº 0008, de 16 de abril de 2026, e nº 0009, de 27 de abril de 2026, após a repercussão de uma operação da Polícia Federal realizada no final de março.
Na ocasião, um farmacêutico servidor da Secretaria de Saúde de Capinzal foi preso em flagrante durante investigação que apura um suposto esquema de tráfico internacional de medicamentos controlados e drogas.
As investigações tiveram início após um alerta internacional do projeto GRIDS, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), que identificou remessas de substâncias controladas interceptadas no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Federal, mais de 900 envios postais teriam sido realizados ao longo dos últimos anos para diversos países.
Após pouco mais de 30 dias de prisão preventiva, a Justiça Federal concedeu prisão domiciliar ao investigado, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como recolhimento integral em casa e proibição de frequentar a Prefeitura de Capinzal.
A CPI busca agora apurar possíveis irregularidades relacionadas ao armazenamento, controle, dispensação e fiscalização de medicamentos na rede pública municipal.



