Polícia

Defesa diz não ter acesso completo ao inquérito em caso de farmacêutico preso pela PF em Capinzal

  • Jardel Martinazzo
  • 31/03/2026 19:17
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Foto: Capinzal FM

A defesa do farmacêutico, servidor da Secretaria da Saúde de Capinzal preso na manhã desta terça-feira (31) durante operação da Polícia Federal, se manifestou oficialmente em entrevista à Capinzal FM. A investigação apura um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e envio irregular de medicamentos controlados.

O advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Júnior, do escritório Alencar e Martinazzo, afirmou que a equipe ainda não teve acesso integral ao inquérito policial, o que, segundo ele, impede uma análise técnica mais aprofundada neste momento.

“A defesa do farmacêutico preso na manhã de hoje na cidade de Capinzal pela Polícia Federal informa que ainda não teve acesso integral ao inquérito policial, o que impede, neste momento, de se fazer qualquer análise técnica aprofundada sobre os fatos divulgados.”

O defensor também pediu cautela diante das informações já divulgadas publicamente e reforçou a importância do acesso aos autos para qualquer posicionamento mais detalhado.

“Diante das informações veiculadas pela imprensa, a defesa apenas reforça que conclusões antecipadas não substituem a análise dos autos, o que é indispensável para o exercício pleno do contraditório.”

A audiência de custódia do farmacêutico está confirmada para a manhã desta quarta-feira (1º). Nessa etapa, a Justiça irá avaliar a legalidade da prisão e decidir se o investigado permanecerá detido ou poderá responder ao processo em liberdade.

“Está confirmada para amanhã, quarta-feira, a audiência de custódia, que analisará a legalidade da prisão e a necessidade da sua manutenção pelo Poder Judiciário.”

Por fim, a defesa destacou que acompanha o caso com rigor técnico, reiterando princípios fundamentais do processo judicial.

“A defesa acompanha o caso com rigor técnico, reafirmando o compromisso com o devido processo legal e a presunção de inocência.”

Entenda o caso

A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que teve início após um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU), motivado pela interceptação de encomendas contendo medicamentos controlados enviadas de Santa Catarina aos Estados Unidos.

De acordo com a Polícia Federal, o farmacêutico de Capinzal e a esposa são apontados como responsáveis por articular um esquema de envio de substâncias proibidas e medicamentos de uso restrito por meio do serviço postal, com destinatários no Brasil e no exterior. Mais de 900 remessas já teriam sido identificadas ao longo da apuração.

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã, sendo dois em Capinzal, um na farmácia pública, outro na casa do suspeito, e o terceiro em Ouro.

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