Saúde

Dia Nacional de Combate ao Fumo: grupos municipais ajudam moradores a abandonar o cigarro em Capinzal

  • Jardel Martinazzo
  • 29/08/2026 08:59
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A decisão de apagar o último cigarro nem sempre significa o fim da dependência. A vontade de fumar, a ansiedade e o risco de recaída podem tornar o processo difícil. Nesse cenário, o acompanhamento profissional e o apoio de grupos de cessação do tabagismo podem ser importantes para quem deseja abandonar a nicotina.

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), os grupos municipais de tabagismo reforçam a importância do acompanhamento para quem busca parar de fumar.

Em entrevista, a médica Dra. Eduarda Surdi explicou como funciona o atendimento e destacou que o tabagismo deve ser tratado como uma doença crônica, que pode exigir acompanhamento contínuo e atuação de diferentes profissionais.

Embora o cigarro seja frequentemente associado ao câncer de pulmão, os danos provocados pelo tabagismo atingem diferentes órgãos e sistemas do corpo.

Segundo a médica, fumar também aumenta o risco de outros tipos de câncer, incluindo tumores que afetam regiões da cabeça e pescoço, esôfago e garganta.

O sistema cardiovascular também é prejudicado pelo consumo de cigarros. Entre os principais riscos estão o infarto, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outros problemas relacionados à circulação sanguínea.

Os grupos municipais de cessação do tabagismo são realizados duas vezes por ano e contam com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas e nutricionistas.

No início do acompanhamento, os encontros são semanais. Os participantes respondem a um questionário que ajuda a identificar o grau de dependência da nicotina e a definir a estratégia mais adequada para cada caso.

Além das orientações para controlar a ansiedade e lidar com a vontade de fumar, os encontros oferecem uma rede de apoio para prevenir recaídas e ajudar quem já deixou o cigarro a manter a abstinência.

Tratamento pode incluir medicamentos

A médica ressalta que o tratamento não depende apenas da força de vontade. Conforme a avaliação individual, medicamentos podem ser indicados durante o acompanhamento.

Entre as opções estão as Terapias de Reposição de Nicotina (TRN), como adesivos e gomas de nicotina, além de outros medicamentos que podem ser prescritos de acordo com o grau de dependência e as condições de cada paciente.

Atualmente, o grupo realizado na Unidade Central conta com cerca de sete participantes assíduos, sendo que a maioria já conseguiu parar de fumar.

Moradores interessados em participar devem procurar atendimento médico, de enfermagem, odontológico ou psicológico na rede municipal e solicitar o encaminhamento para o grupo de tabagismo.

Após a triagem, a equipe mantém os dados dos pacientes atualizados e realiza o encaminhamento para a próxima turma.

Para a Dra. Eduarda, reconhecer o desejo de parar de fumar e buscar ajuda são passos importantes para iniciar o processo.

“Nunca é tarde para parar de fumar e prevenir os prejuízos à saúde no longo prazo.”


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