OUÇA: Estiagem obriga transporte de água para animais e antecipa colheita da silagem em Ouro
- Jardel Martinazzo
- 09/02/2026 09:37

A estiagem prolongada que atinge o município de Ouro já provoca impactos significativos na agricultura e na pecuária. Segundo o vice-prefeito Rene Modena, embora não haja problemas no abastecimento de água para consumo humano, a situação começa a se agravar no meio rural, especialmente no fornecimento de água para os animais e na colheita do milho destinado à silagem.
Na última semana, a Prefeitura precisou realizar o transporte de aproximadamente 20 mil litros de água para atender uma propriedade rural onde a fonte secou e não há rio próximo para abastecimento do gado. Além disso, a Secretaria de Infraestrutura intensificou os trabalhos de limpeza, aprofundamento e abertura de novas fontes de água no interior do município.
Outro ponto de grande preocupação é a colheita do milho. Com mais de 25 dias sem chuvas, muitas lavouras tiveram o ciclo acelerado, fazendo com que o milho secasse antes do tempo ideal. Para reduzir prejuízos, o corte da silagem está sendo feito de forma antecipada.
De acordo com levantamento realizado pela administração municipal, mais de 350 hectares já foram colhidos, e há outros 500 hectares com pedidos registrados, que originalmente seriam colhidos apenas na metade ou no final de fevereiro. A antecipação comprometeu o cronograma de trabalho, exigindo esforços extras das equipes.
Apesar de o relevo do município favorecer o acesso à água em várias propriedades, graças aos rios que cortam áreas rurais, o vice-prefeito alerta que, se a estiagem persistir por mais 10 a 15 dias, o fornecimento de água para os animais poderá se tornar crítico.
Diante do cenário, a Prefeitura de Ouro avalia a possibilidade de decretar situação de emergência por estiagem. Um levantamento técnico deverá ser realizado nos próximos dias, com apoio da Epagri e do engenheiro agrônomo do município. A medida não está descartada, especialmente porque, neste ano, todas as comunidades do município são afetadas pela falta de chuva, diferentemente de períodos anteriores, quando o problema se concentrava apenas em algumas regiões.
A administração municipal segue monitorando a situação e aguarda a ocorrência de chuvas com volume suficiente para amenizar os impactos no campo.


