Do momento de oração ao desespero: idosa tenta se defender com rosário durante ataque de cachorro em Capinzal - VÍDEO
- Jardel Martinazzo
- 23/03/2026 11:04

Um momento de fé acabou se transformando em desespero na noite deste sábado (21), em Capinzal. Uma idosa de 63 anos foi atacada por um cachorro de grande porte enquanto voltava da missa, na Rua Carmelo Zocoli, no Loteamento Santa Maria.
Segundo o relato da vítima, Nair Rodrigues Pereira, o ataque aconteceu de forma repentina. Ela contou que, ao passar em frente a uma residência, percebeu o animal agitado dentro do cercado, correndo de um lado para o outro e latindo.
“Eu já imaginei: se esse cachorro pular dali, ele vai me morder. E não deu outra. Quando eu caminhei mais uns passos, eu senti ele pegando na minha perna”, relatou.
A idosa disse que ainda tentou se defender usando o rosário que carregava nas mãos, mas acabou se desequilibrando. “Eu comecei a me defender, mas derrubei o rosário, o chinelo escapou e eu caí. Bati com a cabeça e não vi mais nada”, contou.
Após cair, ela perdeu a consciência. Segundo a vítima, os donos do cachorro perceberam a situação e correram para prestar socorro. “Se eles não tivessem vindo me ajudar, o estrago ia ser bem maior. É um cachorro grande, muito forte”, afirmou.
Ela foi levada ao Hospital Nossa Senhora das Dores, onde passou por exames, incluindo raio-x da cabeça, recebeu curativos nas pernas e precisou levar pontos devido ao ferimento causado na queda. A idosa permaneceu em observação e retornou para casa já durante a madrugada.
Mesmo após receber alta, ela relata que ainda sente os efeitos do ataque. “Hoje estou um pouco melhor, mas ainda tenho dor na cabeça, tontura e a perna está ardendo bastante por causa da mordida”, disse.
Outro ponto destacado pela vítima é a preocupação com a quantidade de cães soltos na região. Sem citar diretamente os tutores do animal, ela fez um apelo por mais atenção e responsabilidade.
“Tem muito cachorro solto aqui nessa rua. Está difícil até sair a pé. É perigoso, porque são cachorros grandes. Isso pode acontecer com uma pessoa mais idosa que eu, com uma criança… e não tem como se defender”, alertou.
A idosa também lamentou a falta de contato posterior por parte dos responsáveis pelo animal. “Eu esperava que viessem ver como eu estava, se eu precisava de alguma coisa, mas não apareceram mais”, comentou.
O caso
reforça o alerta na comunidade sobre a necessidade de cuidados com animais,
especialmente de grande porte, e reacende o debate sobre segurança e
responsabilidade dos tutores, diante de relatos recentes de situações
semelhantes no município.


