Inclusão e superação marcam participação de alunos de Capinzal no laço comprido em cancha durante rodeio em Ibiam
- Jardel Martinazzo
- 07/05/2026 21:45

Foto: Gi Fotografias
A participação de alunos do Centro Equestre Flor de Lótus, de Capinzal, em uma apresentação oficial da modalidade de laço comprido em cancha, realizada durante rodeio em Ibiam, no dia 03 de maio, emocionou famílias, organizadores e o público presente. A atividade foi desenvolvida de forma voluntária e destacou a inclusão de pessoas com deficiência dentro do tradicionalismo gaúcho.
Em entrevista à Capinzal FM, a proprietária do Centro Equestre e vice-coordenadora da 16ª Região Tradicionalista, Michelly Santos, ressaltou a importância da iniciativa e agradeceu o apoio recebido durante o evento.
Segundo ela, o patrão Dunga, responsável pelo piquete Rincão da Amizade, teve papel fundamental ao abrir espaço para a participação inclusiva dentro da cultura campeira.
“Mais do que uma competição, foi um momento de superação, integração social, autoestima e pertencimento”, destacou.
Michelly explicou que muitas famílias se emocionaram ao ver os participantes em cancha, já que pessoas com deficiência nem sempre encontram espaço dentro das atividades tradicionalistas. Para ela, ações como essa ajudam a conscientizar a sociedade sobre a importância do acolhimento e da acessibilidade também no meio campeiro.
A apresentação contou com a participação de Carlos Cesar Vargas, que entrou pela primeira vez em cancha montado a cavalo, e de Maurício Fransceschi, morador de Zortéa. Ambos participaram anteriormente do projeto “Laço Inclusão na Vaca Parada”, desenvolvido há cerca de dois anos pela Flor de Lótus.
De acordo com Michelly, o projeto começou na modalidade adaptada da “Vaquinha Parada” e atualmente já se expandiu para os rodeios da 16ª Região Tradicionalista, tornando-se uma realidade em diversas competições.
Ela relatou que Carlos enfrentou nervosismo e emoção ao participar da prova, mas conseguiu viver a experiência de entrar em cancha e acompanhar o gado montado a cavalo.
Já Maurício demonstrou evolução significativa e realizou praticamente todo o processo sozinho. Segundo a vice-coordenadora, ele conseguiu correr atrás do gado e até acertar o laço no pescoço do animal, faltando apenas concluir a armada.
“Foi muito emocionante e incrível ver a capacidade deles”, afirmou.
Michelly destacou ainda que Maurício seguirá treinando para participar futuramente das provas de laço nos rodeios da região, tanto na categoria inclusão quanto junto aos competidores típicos.
Por fim, ela reforçou que o projeto de inclusão segue aberto para novos participantes nos rodeios da 16ª Região Tradicionalista.
“A mensagem que queremos deixar é que todo mundo é capaz. Cada um com suas dificuldades e limitações, mas todos podem correr atrás dos seus sonhos”, concluiu.


