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Jornalista capinzalense conquista 1º lugar no Prêmio Sebrae de Jornalismo em SC

  • Jardel Martinazzo
  • 18/09/2026 15:32
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A jornalista capinzalense Daiane Nora conquistou o primeiro lugar na categoria Texto da etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ), uma das principais premiações voltadas ao reconhecimento de trabalhos jornalísticos relacionados ao empreendedorismo e aos pequenos negócios no Brasil.

Daiane foi premiada pela reportagem “Tesouro do mar: novos usos da macroalga cultivada em SC abrem caminho para destravar mercado”, produzida em parceria com a jornalista Gabriela Ferrarez e publicada pelo ND Mais.

A cerimônia de premiação ocorreu na noite de 15 de setembro, na sede do Sebrae/SC, em Florianópolis. Mais de 150 trabalhos foram inscritos na etapa catarinense, distribuídos entre as categorias Texto, Áudio, Vídeo, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário.

A reportagem premiada apresenta o cultivo de macroalgas em fazendas marinhas de Santa Catarina e investiga o potencial da atividade para a criação de novos produtos e mercados.

Um dos destaques do trabalho é a espécie Kappaphycus alvarezii, que pode ser utilizada na produção de alimentos, cosméticos e biofertilizantes, entre outras aplicações. A matéria também mostra como o cultivo pode representar novas oportunidades para empreendedores e para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva ligada ao mar.

Além do potencial econômico, a reportagem aborda os aspectos ambientais do cultivo. O texto explica que as macroalgas absorvem dióxido de carbono e podem contribuir para iniciativas relacionadas à sustentabilidade e à redução dos impactos provocados pelas mudanças climáticas.

Daiane estudou na Escola Municipal Viver e Conhecer e, posteriormente, no CNEC, onde iniciou a formação antes de seguir para a universidade. Filha de Maristela Savi Nora e Germano Nora, Daiane construiu a trajetória profissional aliando formação acadêmica e atuação no jornalismo.

Em 2017, ela se formou em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cinco anos depois, em 2022, concluiu o mestrado na Universidade Autônoma de Madri, na Espanha.

Atualmente, Daiane amplia a formação acadêmica com uma pós-graduação em Ciência de Dados na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), área relacionada às transformações e às novas ferramentas utilizadas no jornalismo.

Outros dois primeiros lugares

A conquista no Prêmio Sebrae de Jornalismo é o mais recente reconhecimento de uma sequência de premiações obtidas pela jornalista.

Em 2025, Daiane conquistou o primeiro lugar em Texto no Prêmio Celesc com uma reportagem sobre um projeto de inovação energética desenvolvido pela Celesc em parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu.

A reportagem apresenta uma microrrede que integra energia solar, banco de baterias, produção de hidrogênio verde e automação inteligente. O projeto é desenvolvido em Faxinal dos Guedes, no Oeste catarinense, e recebeu investimento de R$ 9,25 milhões.

O texto explica como o sistema utiliza diferentes fontes de energia e um algoritmo responsável por definir, de acordo com a geração e o consumo, quando utilizar a energia solar, armazenar eletricidade em baterias ou produzir e utilizar hidrogênio verde.

A reportagem também explica o processo de produção do hidrogênio verde por meio da eletrólise da água e aborda os desafios para ampliar a utilização da tecnologia, como custos, eficiência e necessidade de desenvolvimento de equipamentos e sistemas nacionais.

No mesmo ano, Daiane conquistou o primeiro lugar em Webjornalismo no Prêmio ACMP 2025 com uma reportagem sobre a atuação do CyberGAECO, grupo do Ministério Público de Santa Catarina especializado na investigação de crimes cibernéticos e na prevenção de ameaças no ambiente digital.

A reportagem parte dos ataques ocorridos em Saudades, em 2021, e Blumenau, em 2023, para mostrar como as autoridades passaram a atuar na identificação de ameaças virtuais que podem resultar em ataques contra escolas.

O trabalho acompanha a atuação do CyberGAECO, explica como são investigadas ameaças publicadas em redes sociais e outros ambientes digitais e mostra a importância da atuação preventiva para evitar que possíveis ataques sejam concretizados.

A matéria também aborda a Operação Escola Segura, deflagrada em abril de 2023 após investigações identificarem adolescentes envolvidos na incitação de ataques contra escolas por meio de plataformas digitais.

Entre os assuntos tratados estão ainda o chamado efeito copycat, quando autores de ataques podem se inspirar em crimes anteriores, os sinais de alerta observados no comportamento digital de adolescentes e a importância da participação das famílias e das escolas na prevenção.

 


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