Jovem de 24 anos morre após sofrer parada cardíaca no interior de Capinzal
- Jardel Martinazzo
- 13/08/2026 10:46

Um jovem de 24 anos, de iniciais L.C.P., morador da comunidade de Linha Alto Residência, no interior de Capinzal, morreu na manhã desta quinta-feira (13) após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Segundo informações apuradas pela reportagem da Capinzal FM, o jovem sofreu a parada cardíaca e teve o último contato com familiares naquele momento. O Corpo de Bombeiros foi acionado e deslocou uma equipe para prestar atendimento emergencial.
No local, os socorristas iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação e encaminharam a vítima ao Hospital Nossa Senhora das Dores, em Capinzal. Apesar dos esforços das equipes de emergência e da aplicação dos protocolos de reanimação cardiopulmonar, não houve retorno da circulação espontânea. O óbito foi confirmado na unidade hospitalar.
Médico explica gravidade do caso
Em entrevista à reportagem, o médico Dr. Cícero Batista, do Hospital Nossa Senhora das Dores, explicou que a parada cardiorrespiratória está entre as situações mais graves atendidas nos serviços de emergência.
“Recebemos pacientes graves e chega a ser parte da nossa rotina encontrar situações em parada cardiorrespiratória — a emergência mais difícil de ser revertida, pois envolve a parada total dos batimentos cardíacos e a consequente falta de circulação para todos os outros órgãos”, explicou.
De acordo com o médico, a rapidez no atendimento é fundamental para tentar restabelecer a circulação e reduzir o risco de sequelas neurológicas. No entanto, mesmo com a intervenção imediata, nem sempre é possível reverter o quadro.
O caso chamou atenção também pela idade da vítima. Segundo o Dr. Cícero, o jovem possuía histórico médico de epilepsia e chegou ao hospital sem sinais vitais detectáveis. Mesmo com a aplicação imediata dos protocolos de reanimação, não foi possível restabelecer a circulação.
Frio pode aumentar riscos cardiovasculares
Durante a entrevista, o médico também alertou para a relação entre as baixas temperaturas do inverno e o aumento de algumas emergências cardiovasculares.
Com o frio, ocorrem alterações na circulação sanguínea que podem aumentar a exigência sobre o coração. Em pessoas que apresentam predisposição ou problemas cardiovasculares, esse cenário pode contribuir para o surgimento de arritmias e outros eventos graves, incluindo infarto e, em determinadas situações, parada cardíaca.
O especialista reforçou, porém, que a prevenção deve fazer parte da rotina durante todo o ano.
Prevenção é fundamental
O acompanhamento médico periódico pode ajudar a identificar fatores de risco antes que eles evoluam para problemas mais graves. Entre as medidas recomendadas estão o controle dos níveis de colesterol e outros fatores de risco cardiovascular, conforme a idade e a orientação de um profissional de saúde.
Também são importantes a manutenção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas, a redução do consumo de bebidas alcoólicas e o abandono do cigarro.
O médico destaca ainda a importância de utilizar corretamente medicamentos prescritos e manter o acompanhamento profissional quando houver indicação.
Eventos cardiovasculares graves podem, em alguns casos, ser a primeira manifestação de doenças que se desenvolveram silenciosamente durante anos. Por isso, a prevenção e o acompanhamento regular são fundamentais para a identificação precoce de possíveis alterações.




