Justiça

Médico é condenado a 37 anos e 11 meses de prisão por crimes sexuais contra dez vítimas em Catanduvas

  • Jardel Martinazzo
  • 26/10/2026 15:32
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Um médico clínico geral foi condenado a 37 anos e 11 meses de prisão por crimes contra a dignidade sexual cometidos contra dez vítimas em Catanduvas, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A condenação é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Polícia da comarca.

Conforme a Polícia Civil, a investigação apontou que o médico se aproveitava da função pública e da confiança estabelecida na relação entre profissional e paciente para praticar atos libidinosos, simulando procedimentos clínicos.

O trabalho investigativo incluiu a análise de prontuários médicos, laudos periciais e depoimentos. Segundo a corporação, os elementos reunidos durante a apuração comprovaram as condutas atribuídas ao investigado.

Sentença prevê perda do cargo e indenizações

Na ação penal, o Poder Judiciário acolheu integralmente a tese da acusação e condenou o réu a 37 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

A decisão também determinou a perda do cargo público ocupado pelo médico e fixou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais para cada uma das dez vítimas, totalizando R$ 200 mil em indenizações.

Além disso, a sentença manteve a prisão preventiva do condenado e negou o direito de recorrer em liberdade.

Identidade das vítimas é preservada

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (26), a Polícia Civil informou que a identidade das vítimas foi preservada em respeito à legislação, ao segredo de justiça e aos protocolos de proteção.

A corporação reafirmou o compromisso com a proteção da sociedade e a apuração rigorosa de crimes cometidos por agentes públicos no exercício de suas funções.


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