Moradores do bairro Navegantes discutem situação de imóveis em área de risco e organizam mobilização por soluções
- Jardel Martinazzo
- 09/03/2026 22:50

Cerca de 50 moradores do bairro Navegantes participaram, na noite desta segunda-feira (09), de uma reunião para discutir a situação de imóveis localizados em uma área classificada como de risco. O encontro foi realizado no espaço da antiga igreja da comunidade e teve como principal objetivo esclarecer dúvidas e buscar possíveis encaminhamentos para o problema.
A classificação da área como de risco impede novas construções e ampliações nas propriedades, além de provocar a desvalorização dos imóveis, situação que tem gerado preocupação entre os moradores.
A reunião contou com a participação do engenheiro civil Mrchel Tiago Helt e das advogadas Patrícia Diane Weber e Mariana Meneghini, que acompanham o caso e apresentaram orientações técnicas e jurídicas sobre as alternativas possíveis diante da situação.
Durante o encontro, os profissionais explicaram que situações semelhantes também são registradas em outros municípios da região. Em Capinzal, por exemplo, há registros no loteamento São Roque, onde moradores enfrentam questionamentos parecidos em relação à classificação de áreas consideradas de risco.
Os moradores questionaram o estudo técnico que classificou a região e demonstraram interesse na realização de um novo levantamento. No entanto, os especialistas alertaram que um novo estudo não garante, necessariamente, a reversão da classificação atual, embora exista a expectativa de que uma nova avaliação possa analisar cada caso de forma mais individualizada.
Outra possibilidade discutida foi a busca, junto ao poder público municipal, por alternativas de relocação social para famílias que residem nas áreas consideradas mais críticas. Também foram levantados questionamentos sobre a cobrança do IPTU, já que os proprietários ficam impedidos de construir ou ampliar seus imóveis em razão das restrições impostas pela classificação da área.
Ao final do encontro, foi formada uma comissão de moradores que ficará responsável por representar a comunidade nas tratativas com a administração municipal. O grupo pretende buscar alternativas para a situação e avaliar, inclusive, a possibilidade de financiamento para a realização de um novo estudo técnico que reavalie a área.
Em manifestação divulgada entre os moradores, a comunidade destacou a intenção de se mobilizar para defender seus direitos. Segundo o texto, os moradores pretendem procurar vereadores, o prefeito e também acionar o Ministério Público, além de organizar um abaixo-assinado para fortalecer o pedido de revisão da situação.
“Vamos buscar soluções para que os moradores e proprietários do bairro não sejam prejudicados. Muitas pessoas ainda não têm dimensão das limitações que essa classificação traz, como dificuldades para vender imóveis ou transferir propriedades para familiares. Por isso, queremos unir a comunidade, mobilizar as autoridades e lutar para garantir nossos direitos”, destaca a manifestação.
A comissão também reforçou o chamado para que os moradores participem da mobilização. “Aqui nascemos, aqui vivemos e aqui construímos nossa história. O bairro faz parte da vida de cada morador, e acreditamos que unidos teremos mais força para buscar soluções”, conclui a nota divulgada pela comunidade.


