
Moradores do Contorno Viário de
Capinzal, relatam apreensão após um acidente registrado na tarde desta
terça-feira (25), na comunidade de Linha Residência. Um caminhão carregado de
sucata teria perdido os freios, desviado de um motociclista e colidido contra
um barranco.
O acidente voltou a chamar a
atenção para os riscos enfrentados diariamente por quem mora nas proximidades
da via. Entre as principais preocupações estão a alta velocidade dos veículos,
a falta de visibilidade nos acessos e a ausência de redutores de velocidade.
A moradora Gabriela Surdi, que
vive nas proximidades do trevo e do acesso ao Contorno Viário, afirma que a
entrada para a residência é considerada perigosa pela família e pelos vizinhos.
“A nossa entrada aqui é bem
perigosa porque ficou muito próxima ao trevo. Os carros e caminhões que descem
da serra ou os que vêm da Barra do Leão chegam em alta velocidade. É muito
perigoso para sair, pois a gente acaba não tendo visão e não há redutor de
velocidade”, relatou.
Segundo Gabriela, acidentes
envolvendo veículos pesados não são uma situação isolada no local. Ela conta
que, recentemente, outro caminhão, carregado com papelão, também tombou no
acesso à residência.
A preocupação aumenta porque os
moradores utilizam o trecho diariamente e convivem com o risco de acidentes.
Gabriela conta que, na tarde de terça-feira, havia passado pelo local poucos
minutos antes da ocorrência.
“Faziam uns cinco minutos que eu
tinha passado por ali com a minha mãe e com a minha filha. Quando chegamos em
casa e fechamos a garagem, ouvimos o barulho. A gente sempre conta com a
sorte”, desabafou.
Diante dos episódios, a
comunidade cobra medidas para reduzir os riscos no trecho. Entre as
reivindicações estão a instalação de redutores de velocidade, reforço na
sinalização e a criação de áreas de escape para veículos que apresentem
problemas mecânicos, especialmente caminhões.
Para os moradores, intervenções
nesses pontos são necessárias para aumentar a segurança de motoristas,
motociclistas, pedestres e das famílias que vivem às margens do Contorno
Viário.