OUÇA: Maio reforça importância da sanidade animal e vegetal em Santa Catarina
- Jardel Martinazzo
- 25/05/2026 13:24

O mês de maio é marcado em Santa Catarina pelas ações de conscientização sobre a sanidade animal e vegetal, tema considerado fundamental para a proteção do agronegócio e para a garantia da segurança alimentar.
De acordo com o médico veterinário da Cidasc de Capinzal, Felipe Schaab, a iniciativa ganhou força após a sanção, em 2022, de uma lei estadual que instituiu o mês da sanidade animal e vegetal. Segundo ele, a medida deu visibilidade ao setor e, no ano seguinte, passou a integrar também o calendário nacional do Ministério da Agricultura.
Felipe explica que o principal objetivo da legislação é aproximar a população do conhecimento sobre a importância da agropecuária catarinense e do trabalho de defesa sanitária realizado no estado.
Apesar de representar cerca de 1% do território nacional, Santa Catarina possui destaque expressivo na produção agropecuária brasileira. Segundo o veterinário, esse protagonismo exige um sistema rigoroso de proteção contra doenças que possam comprometer a produção e afetar a segurança alimentar.
A defesa sanitária, conforme Schaab, envolve um conjunto de ações realizadas pela Cidasc, produtores rurais e agroindústrias, seguindo normas e legislações específicas para assegurar que os alimentos sejam produzidos com qualidade e cheguem de forma segura aos consumidores, tanto no mercado nacional quanto internacional.
Santa Catarina também acumula reconhecimentos importantes na área sanitária. O estado foi o primeiro do Brasil a conquistar o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecimento internacional obtido em 2007. Embora atualmente todo o país possua essa certificação, o controle continua rigoroso, especialmente nas fronteiras, diante da ameaça de outras enfermidades.
Entre os diferenciais catarinenses estão os baixos índices de brucelose e tuberculose animal. Felipe destaca que Santa Catarina apresenta os menores índices dessas doenças no país e que, na região de atuação da Cidasc em Capinzal, a situação permanece controlada e com baixa prevalência.
Ele lembra que uma portaria estadual publicada em 2020 estabeleceu a obrigatoriedade, a cada três anos, da realização de exames de tuberculose em propriedades leiteiras, além da testagem anual para brucelose por meio da análise do leite.
Segundo o médico veterinário, essas medidas ampliaram o controle sanitário e contribuíram significativamente para a redução dos focos das doenças. Além disso, houve avanço na conscientização dos produtores, que passaram a priorizar a compra de animais com exames negativos e procedência comprovada.
O objetivo, conforme reforça Schaab, é continuar reduzindo os registros e avançar para a erradicação da brucelose e da tuberculose em Santa Catarina, mantendo o estado como referência em sanidade animal e vegetal no Brasil.


