Geral

Ouro busca estudo técnico detalhado para mapear e reduzir áreas de risco

  • Alexson Luiz Mattos
  • 10/04/2026 16:43
24646648469d953467d6fd6.84796802.jpg

Uma reunião realizada na manhã desta sexta-feira, dia 10, no gabinete do prefeito de Ouro, debateu a necessidade de um estudo técnico mais aprofundado para identificação e mitigação de áreas de risco no município. O encontro contou com a presença do prefeito Claudir Duarte, do vice-prefeito Rene Modena, da equipe técnica da administração e do geólogo Luiz Maranho, representante da empresa Perina Geologia.

Atualmente, o principal levantamento existente é o da CPRM (Serviço Geológico do Brasil), empresa vinculada ao governo federal, que realiza estudos em diferentes regiões do país conforme as demandas específicas. Enquanto no Nordeste o foco está nos recursos hídricos, em Santa Catarina os estudos são voltados principalmente à geotecnia, com identificação de áreas suscetíveis a deslizamentos e outros riscos.

Segundo o geólogo Luiz Maranho, o trabalho da CPRM é bem executado e serve como base, inclusive para ações do Ministério Público, mas possui caráter mais abrangente. “É um estudo importante, porém mais amplo. Para o município, muitas vezes, fica difícil administrar a situação sem um detalhamento maior”, explicou.

Diante disso, a proposta discutida é a realização de um novo estudo, específico para Ouro, que permita classificar as áreas em níveis de risco — como alto, médio e baixo —, a exemplo do que já foi feito em cidades como Blumenau, referência nesse tipo de levantamento após enfrentar desastres naturais.

O prefeito Claudir Duarte destacou que o município já identifica pontos de maior atenção, especialmente nos bairros Alvorada, Navegantes, Vila São José e Costa do Sol. “Santa Catarina é uma das regiões mais afetadas por esse tipo de problema. Nosso compromisso é fazer todo o esforço necessário para contratar uma empresa especializada que nos ajude a mitigar esses riscos e definir critérios técnicos mais claros”, afirmou.

Ele também ressaltou que o mapeamento atual não foi realizado pelo município, mas sim por um órgão nacional, por meio da Defesa Civil, abrangendo áreas como margens de rios, regiões com grande declividade e locais sujeitos a enxurradas. No entanto, a intenção agora é aprofundar esse diagnóstico com foco na realidade local.

Como encaminhamento inicial, será realizada uma visita técnica in loco nas áreas consideradas mais críticas. A partir dessa avaliação, o município deverá iniciar um processo licitatório para contratação da empresa responsável pelo estudo detalhado.

De acordo com Maranho, apesar das características geológicas da região Oeste de Santa Catarina favorecerem situações de risco em alguns pontos, na maioria dos casos há solução técnica. “Nem sempre é necessário abandonar o local. Medidas como muros de contenção e controle adequado da água podem resolver grande parte dos problemas”, destacou.

O prefeito reforçou ainda que todo o processo será construído em conjunto com a comunidade. “Não estamos impondo nada. Após o estudo, vamos apresentar os resultados à população e, a partir disso, definir novas regras para construções, ampliações e reformas”, explicou.

A administração municipal também busca tranquilizar os moradores das áreas afetadas. “Estamos fazendo a nossa parte. O objetivo é proteger as famílias, porque quando ocorre uma catástrofe, o maior prejuízo é a perda de vidas, algo que não pode ser mensurado”, concluiu Claudir Duarte.

A expectativa é de que, com o novo levantamento, o município tenha mais segurança para planejar seu crescimento urbano e adotar medidas eficazes de prevenção, reduzindo os riscos e garantindo mais tranquilidade à população.

Enquete