Justiça

Júri condena dois réus por homicídio e absolve terceiro da acusação em Piratuba

  • Jardel Martinazzo
  • 26/08/2026 18:50
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O Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (26), no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal, terminou com duas condenações pelo homicídio de Vitor Antônio Vieira da Silva, ocorrido em Piratuba. Um terceiro réu foi absolvido da acusação de homicídio, mas condenado por porte ilegal de arma.

O julgamento teve início por volta das 9h e foi presidido pelo juiz Jhonatan Aparecido Glovaski. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior, enquanto a defesa ficou a cargo dos advogados Felipe Yoshimi Cassiano Tukuda e Lindomar José Pereira.

O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, analisou as provas, os depoimentos e os argumentos apresentados durante a sessão antes de responder aos quesitos formulados pela Justiça.


O crime

Vitor Antônio Vieira da Silva foi morto na madrugada de 15 de novembro de 2020, na Rua 1º de Maio, em Piratuba.

Conforme a acusação apresentada no processo, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo após uma discussão. Vitor não resistiu aos ferimentos e morreu.

Resultado do julgamento

Ao final da sessão, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Cláudio de Matos e Welinton dos Reis pelo homicídio. Júlio César dos Reis foi absolvido da acusação relacionada à morte de Vitor.

Cláudio de Matos foi condenado a 9 anos, 7 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 12 dias-multa.

Welinton dos Reis recebeu pena de 8 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 10 dias-multa.

Júlio César dos Reis foi absolvido da acusação de homicídio, prevista no artigo 121 do Código Penal. Ele, porém, foi condenado pelo crime de porte ilegal de arma a 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto, além do pagamento de 10 dias-multa.

Posição do Ministério Público

O promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior destacou que o resultado do julgamento esteve em consonância com os pedidos da acusação.

"Para nós, o Conselho de Sentença votou pela condenação dos réus Cláudio e Welinton, e votou pela absolvição do réu Júlio César conforme nós havíamos pedido. Então, do ponto de vista do Ministério Público, a votação foi de acordo com o nosso entendimento", avaliou.

O promotor ressaltou ainda que caberá ao titular da 2ª Promotoria de Capinzal analisar eventuais recursos quanto às penas, e acrescentou que "os trabalhos transcorreram de forma tranquila e respeitosa com todos os envolvidos".


Defesa anuncia recursos

Após a leitura das sentenças, a defesa informou que pretende recorrer das decisões. O advogado Felipe Yoshimi Cassiano Tukuda afirmou que a equipe jurídica deverá apresentar recursos e apelações às instâncias superiores para questionar aspectos do processo e das condenações.

Segundo o advogado, um dos principais resultados para a defesa foi a absolvição de Júlio César da acusação de homicídio. Ele destacou, no entanto, que o réu acabou condenado por porte ilegal de arma.

A defesa também pretende contestar as condenações de Cláudio de Matos e Welinton dos Reis. Conforme Tukuda, a equipe identificou questões relacionadas ao andamento do processo que, na avaliação dos advogados, podem ter influenciado as decisões do julgamento.

Sobre a situação dos réus após a sentença, Welinton dos Reis, condenado ao regime inicial semiaberto, poderá recorrer em liberdade, segundo a defesa. Já Cláudio de Matos permanecerá preso após o julgamento.

A defesa informou que continuará atuando nas instâncias superiores na tentativa de modificar ou reverter as decisões. Os recursos ainda deverão ser analisados pelos tribunais competentes.


Família da vítima

Emocionada após o resultado, a mãe de Vitor, Maria Isolete de Andrade Vieira, afirmou que a sentença não diminui a dor da perda, mas trouxe a sensação de que a Justiça foi feita.

“É uma dor que não passa. A gente sente a falta todos os dias. Meu filho não volta, mas hoje tenho a sensação de que a Justiça foi feita”, declarou.


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