Polícia

Polícia Civil prende em Capinzal homem investigado por latrocínio e organização criminosa

  • Jardel Martinazzo
  • 10/09/2026 10:54
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A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na quarta-feira (9), em Capinzal, um homem de 27 anos investigado pelos crimes de latrocínio — roubo seguido de morte — e de integrar organização criminosa. A prisão preventiva foi decretada pela Vara Estadual de Organizações Criminosas da Comarca da Capital e cumprida por equipes da Delegacia de Polícia de Capinzal.

A prisão faz parte da investigação sobre o latrocínio que vitimou Greguri Aron de Souza, no dia 3 de abril deste ano, em Capinzal. O caso é apurado pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba.

Vítima foi encontrada às margens de estrada


De acordo com informações apuradas pela reportagem da Capinzal FM, a ocorrência foi registrada por volta das 5h30 do dia 3 de abril, após o acionamento do Corpo de Bombeiros. A Polícia Militar informou que a vítima, natural de Capinzal, foi encontrada caída às margens de uma estrada, a cerca de um quilômetro de um pesque-pague da região.

O homem apresentava ferimentos graves na cabeça, incluindo um corte profundo na parte superior do crânio, além de lesões na região frontal. Também foram constatadas marcas nos pulsos.

Nas proximidades do corpo, os policiais localizaram uma pedra, que poderia ter sido utilizada na agressão, além de outros objetos. Também foram encontradas uma munição intacta e uma cápsula deflagrada.

Investigação apontou envolvimento de organização criminosa


Com o avanço das investigações, o caso passou a integrar uma apuração mais ampla sobre a atuação de uma organização criminosa armada na região.

No dia 31 de julho, uma ação conjunta da Polícia Civil, por meio da DIC de Joaçaba, e da Polícia Militar de Capinzal resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra três investigados no município.

Os mandados foram expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, após denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina. A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro investigados, considerando a necessidade de garantia da ordem pública, a gravidade concreta dos fatos apurados e o risco de reiteração delitiva.

Um dos investigados já havia sido preso anteriormente de forma temporária, prisão que posteriormente foi convertida em preventiva na mesma decisão judicial.

Ao todo, dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina no âmbito do caso, sendo nove delas por suposta integração à organização criminosa e/ou pela prática do crime de latrocínio.

A investigação apura, em tese, a prática dos crimes previstos no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, que trata da organização criminosa, e no artigo 157, § 3º, inciso II, do Código Penal, referente ao latrocínio.

O homem preso na quarta-feira (9) foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.


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